Ir para o conteúdo principal

Sobre o CypherpunkGuide

·624 palavras·3 minutos
Autor
Cora Aegis
A privacidade é o direito; as ferramentas são como o exercemos.

Por que existimos
#

“Privacidade é o poder de revelar-se ao mundo na medida em que se escolhe.” — Eric Hughes, A Cypherpunk’s Manifesto, 1993

Três décadas depois, segurar esse poder ficou mais difícil do que nunca. Cada transação, cada mensagem, cada deslocamento é registrado, cruzado com o resto e vendido. O CypherpunkGuide existe para quem já decidiu que isso não dá — e quer caminhos práticos, testados, para retomar esse poder.

Não começamos por uma tecnologia. Começamos pela privacidade. A privacidade é o direito; as ferramentas são apenas o modo de exercê-lo.

Quem é Cora Aegis
#

Cora Aegis é a voz editorial desta publicação. O nome é um pseudônimo — e isso é proposital. Escrevemos sobre segurança operacional (OPSEC), resistência à vigilância e soberania pessoal. Fazer tudo isso assinando com o nome de registro, justamente o nome que os corretores de dados colecionam e que ensinamos você a despistar, não teria o menor sentido. O pseudônimo não é um artifício. É a primeira lição.

Escrevemos, sem o menor pudor, do lado de quem defende. Privacidade e soberania não são gostos abstratos: são o chão onde a dignidade de uma pessoa se firma — o direito de ter o próprio corpo, o próprio dinheiro e a própria história sem ter de pedir licença antes.

O que cobrimos
#

Nosso trabalho se organiza em quatro pilares, postos na ordem que consideramos a melhor para aprendê-los:

  1. Privacidade e OPSEC — o alicerce. Modelagem de ameaças, metadados, vigilância e os hábitos diários que encolhem a sua superfície de ataque. É daqui que a maioria dos leitores parte, tendo ou não chegado perto de Bitcoin algum dia.
  2. Autocustódia — a privacidade aplicada ao dinheiro. O Bitcoin não é a nossa manchete; é o meio pelo qual a privacidade financeira e a resistência à censura saem do papel. Da primeira carteira de hardware à multiassinatura, tratamos tudo como ferramenta a serviço do primeiro pilar.
  3. Soberania — a privacidade alargada à vida inteira: comunicação, onde você mora, saúde e a infraestrutura discreta que sustenta a independência.
  4. Cypherpunk — a filosofia que amarra tudo, lida nas fontes originais, não nos slogans em que foram reduzidas.

O caminho corre numa direção só: a privacidade na entrada, o Bitcoin como um dos meios, a soberania como desdobramento, a ética cypherpunk no horizonte.

Como trabalhamos
#

  • Educação antes de tudo. A maior parte do que publicamos explica — modelos de ameaça, comparações, leitura das fontes originais. Não é vitrine de produto.
  • Só ferramentas que usamos de verdade. Quando indicamos algo, é porque rodamos aquilo no dia a dia; dizemos as contrapartidas com todas as letras e revelamos sem rodeios qualquer afiliação.
  • Fontes primárias. Citamos o manifesto, a especificação, a petição — e guardamos uma cópia de tudo que enlaçamos, porque o registro apodrece.
  • Praticamos o nosso próprio OPSEC. Autoria sob pseudônimo, hospedagem que respeita a privacidade, nada de métricas de vigilância, nada de rastreadores de anúncios.

Como nos financiamos
#

Nosso trabalho se sustenta em algumas fontes de receita transparentes — e sempre diremos a você qual é qual:

  • Doações diretas em Bitcoin e Monero, já hoje, por um servidor de pagamentos que hospedamos nós mesmos.
  • Uma assinatura Premium para quem quiser ir mais fundo (prevista para uma fase mais adiante).
  • Alguns poucos links de afiliados, escolhidos a dedo, para ferramentas que já passam no nosso crivo editorial — sem alarde, só o que usamos, sempre declarado.

Quem nos cobra são os leitores, não os anunciantes. É essa frase, sozinha, que decide cada escolha editorial que fazemos.

Comece por aqui
#

Se você está chegando agora, comece por Privacidade e OPSEC. Todo o resto — Bitcoin inclusive — cai a ficha quando você enxerga, enfim, a ameaça da qual está mesmo se defendendo.