Por que existimos#
“Privacidade é o poder de revelar-se ao mundo na medida em que se escolhe.” — Eric Hughes, A Cypherpunk’s Manifesto, 1993
Três décadas depois, segurar esse poder ficou mais difícil do que nunca. Cada transação, cada mensagem, cada deslocamento é registrado, cruzado com o resto e vendido. O CypherpunkGuide existe para quem já decidiu que isso é inaceitável — e quer caminhos práticos, baseados em evidências, para retomar esse poder.
Não partimos de uma tecnologia. Partimos da privacidade. A privacidade é o direito; as ferramentas são apenas o modo de exercê-lo.
Quem é Cora Aegis#
Cora Aegis é a voz editorial desta publicação. O nome é um pseudônimo — e isso é proposital. Escrevemos sobre segurança operacional (OPSEC), resistência à vigilância e soberania pessoal. Fazer tudo isso assinando com o nome de registro, justamente o nome que os corretores de dados colecionam e que ensinamos você a despistar, não teria o menor sentido. O pseudônimo não é um artifício. É a primeira lição.
Escrevemos, sem o menor pudor, do lado de quem defende. Privacidade e soberania não são gostos abstratos: são o chão onde a dignidade de uma pessoa se firma — o direito de ter o próprio corpo, o próprio dinheiro e a própria história sem ter de pedir licença antes.
O que cobrimos#
Nosso trabalho se organiza em quatro pilares, postos na ordem que consideramos a melhor para aprendê-los:
- Privacidade e OPSEC — o alicerce. Modelagem de ameaças, metadados, vigilância e os hábitos diários que encolhem a sua superfície de ataque. É daqui que a maioria dos leitores parte, tendo ou não chegado perto de Bitcoin algum dia.
- Autocustódia — a privacidade aplicada ao dinheiro. O Bitcoin não é a nossa manchete; é o meio pelo qual a privacidade financeira e a resistência à censura saem do papel. Da primeira carteira de hardware à multiassinatura, tratamos tudo como ferramenta a serviço do primeiro pilar.
- Soberania — a privacidade alargada à vida inteira: comunicação, onde você mora, saúde e a infraestrutura discreta que sustenta a independência.
- Cypherpunk — a filosofia que amarra tudo, lida nas fontes originais, não nos slogans a que foi reduzida.
O caminho corre numa direção só: a privacidade na entrada, o Bitcoin como um dos meios, a soberania como desdobramento, a ética cypherpunk no horizonte.
Como trabalhamos#
- Educação antes de tudo. A maior parte do que publicamos explica — modelos de ameaça, comparações, leitura das fontes originais. Não é vitrine de produto.
- Produtos apresentados com evidências claras. Distinguimos informações obtidas em documentação pública de avaliações baseadas no nosso próprio uso do produto. Informamos as evidências, a data da verificação e o que não testamos. Explicamos os limites e as contrapartidas, e deixamos claras as relações de afiliação. Receber ou não uma comissão, seja qual for o valor, não determina a nossa avaliação.
- Fontes primárias. Citamos o manifesto, a especificação, a petição — e guardamos uma cópia de tudo que enlaçamos, porque o registro apodrece.
- Praticamos o nosso próprio OPSEC. Autoria sob pseudônimo, hospedagem que respeita a privacidade, nada de métricas de vigilância, nada de rastreadores de anúncios.
Como nos financiamos#
Explicamos como o financiamento está organizado e distinguimos as opções disponíveis dos planos futuros:
- Doações diretas em Bitcoin e Monero — quando houver formas de doar disponíveis, elas serão informadas na página de Contato.
- Uma assinatura Premium para quem quiser ir mais fundo (prevista para uma fase mais adiante).
- Links de afiliados claramente identificados para produtos selecionados. Podemos receber uma comissão quando uma compra que atende às condições do programa é atribuída a um desses links. Ao apresentar um produto, indicamos as evidências e os limites da análise, inclusive quando não o usamos.
Quem nos cobra são os leitores, não os anunciantes. É essa frase, sozinha, que decide cada escolha editorial que fazemos.
Comece por aqui#
Se você está chegando agora, comece por Privacidade e OPSEC. Todo o resto — Bitcoin inclusive — faz sentido quando você enxerga, enfim, a ameaça da qual está mesmo se defendendo.